Mais do que no Mundo, penso na terra; mais do que na Humanidade, atento na pessoa.
Em todas e cada uma vejo Amor. Sinto-o e quero eternizá-lo, guardá-lo perpetuamente. Quero construí-lo, gesto por gesto, para que não possa ser levado pelos ventos, pelas ondas, pelas tempestades. Para que todos – e cada um – possamos olhar para ele, quando nos apetecer, e sorrir. E senti-lo a nascer em nós.
Quero o Teu Reino na Terra. Quero o Teu Reino em mim.
Que outra palavra senão:
conversão
?
01/07/2010
Para a nossa professora (de português) preferida!
Um poema que, a pedido da minha turma, escrevi para a nossa professora de português. É baseado na Proposição d'Os Lusíadas.
Obrigada, stôra Bininha, por tudo! :)
As lições e as aulas dadas
Pela incrível stôra lusitana,
Sobre as matérias nunca dantes estudadas,
Por entre os versos da Obra Camoniana,
Em leituras e explicações esforçadas
Mais do que prometia a força humana,
Ensinou à malta distraída
Mais do que sobre a matéria, sobre a própria vida;
E também as memórias gloriosas
Destes anos que foram passando,
Ocasiões essenciais e preciosas
Que fomos agasalhando,
Experiências valiosas
Que, de quando em vez, vamos lembrando:
Cantando espalharemos por todo lado,
Se a tanto nos ajuda o grande talento apresentado.
Saudades profundas vamos sentir
Das lições de português “aborrecidas”,
Dos berros que a stôra nos fazia ouvir,
Do engrandecimento que trouxeram às nossas vidas.
Relembraremos o que nos fez exigir
De nós próprios, das nossas mentes “entretidas”.
Agradecemos as horas connosco dissipadas,
E despedimo-nos com ternura e amizade partilhadas.
Antecipação
No silêncio,
Pneus sob o alcatrão;
Pés sob o passeio,
Na noite.
O Rio,
O Mar,
O Vento,
O que importa?
Na antecipação,
Tudo perde o esplendor
Em contraste contigo.
Por fim, a tua voz chega e passa.
Volta o teu silêncio.
Cria-se a memória.
Pneus sob o alcatrão;
Pés sob o passeio,
Na noite.
O Rio,
O Mar,
O Vento,
O que importa?
Na antecipação,
Tudo perde o esplendor
Em contraste contigo.
Por fim, a tua voz chega e passa.
Volta o teu silêncio.
Cria-se a memória.
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